Notícias do Mercado da Construção Civil

0 comments / maio 29, 2015

Injeção de R$ 5 bilhões do FGTS atenua falta de crédito imobiliário

A decisão do conselho curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) de ampliar de R$ 800 milhões para R$ 5 bilhões os recursos destinados ao financiamento habitacional dentro do programa pró-cotista, com redução do teto do valor do imóvel financiado de R$ 750 mil para R$ 400 mil, foi bem recebida pelas entidades que representam construtoras e empresas do setor imobiliário porque atenua a escassez de recursos para financiamentos.

A linha de crédito pró-cotista é voltada a trabalhadores que tenham conta FGTS há, no mínimo, três anos e oferece condições facilitadas: não prevê limite de renda e juros de 7,66% a 8,5% ao ano, mais Taxa Referencial (TR). Apesar das facilidades, essa linha representava muito pouco no total do crédito imobiliário. No ano passado, os financiamentos imobiliários com recursos da poupança somaram quase R$ 113 bilhões e os da linha pró-cotista, R$ 800 milhões. Mas, diante da retração da poupança como financiadora da habitação, essa linha ajuda a atenuar a escassez de crédito.No primeiro quadrimestre deste ano, as cifras da caderneta de poupança destinadas à construção e à compra de imóveis recuaram 3,2% em comparação com o mesmo período de 2014, segundo dados da Abecip.

“Essa decisão de injetar mais recursos nessa linha de crédito deve impulsionar as vendas de novos projetos que tinham sido paralisadas porque a poupança secou”, diz Ronaldo Cury, vice-presidente de habitação popular do Sindicato da Indústria da Construção Civil de São Paulo (Sinduscon-SP). Para Flávio Amary, presidente em exercício do Secovi-SP, a medida é positiva, embora não seja suficiente para solucionar a queda no volume de vendas e de lançamentos por causa da escassez de crédito imobiliário. Cury conta que a proposta de injetar recursos na linha de crédito pró-cotista partiu das entidades do setor imobiliário e foi acatada pelo FGTS.

Outro pleito do setor para ampliar recursos destinados a financiamentos é reduzir de 30% para 25% os depósitos compulsórios que os bancos têm de fazer nas contas de poupança. “A redução do compulsório da poupança liberaria entre R$ 40 bilhões e R$ 50 bilhões para crédito imobiliário”, calcula Cury.

Valor – A redução do teto do valor do imóvel financiado de R$ 750 mil para R$ 400 mil na linha pró-cotista beneficia a venda dos mais populares. São moradias de dois e três dormitórios, dependendo da cidade onde estão localizadas. Depois do segmento de baixa renda, contemplado pelo programa Minha Casa Minha Vida, essa é a fatia de mercado onde há o maior déficit habitacional. “Para São Paulo, no entanto, esse efeito será mais limitado”, diz Amary. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: InfoMoney

Caixa sobe em 175% taxa de avaliação de imóvel para financiamento

A Caixa Econômica Federal aumentou de R$ 800 para R$ 2.200 a tarifa cobrada pela avaliação de imóveis para o financiamento da casa própria. O aumento de 175% começou a valer na quarta-feira da semana passada, de acordo com informações do banco.

A tarifa é cobrada do cliente que vai financiar um imóvel, novo ou usado, com recurso da poupança, pelo SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo). Nessa avaliação, é verificado se o valor do imóvel é coerente com os preços praticados no mercado.

A Caixa informou que elevou a tarifa porque o preço estava defasado em relação ao que é cobrado por outros bancos. “Os valores vigentes na Caixa estavam muito defasados e em grande falta de sintonia com o mercado, que já estava praticando tarifas na ordem de R$ 2.500”, disse o banco, em nota.

No caso de imóveis financiados pelo programa Minha Casa, Minha Vida, nas faixas 2 e 3, ou com recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), não houve alteração de valor.

De acordo com a Caixa, para os imóveis comprados através desses programas, a tarifa cobrada é de 1,5% sobre o valor total do financiamento imobiliário.

O Bradesco informou que elevou o valor da tarifa de avaliação em janeiro deste ano, para R$ 2.500. O banco não revelou quanto era cobrado até o final de 2014. Itaú, HSBC, Santander e Banco do Brasil foram consultados, mas não informaram quanto cobram pela avaliação dos imóveis financiados.

Juros em Alta

Em abril, a Caixa subiu, pela segunda vez desde o início deste ano, os juros para a compra da casa própria em financiamentos que usam recursos da caderneta de poupança. Um cliente do banco que contrata um financiamento hoje paga 9,30% de juros ao ano. Até 10 de abril, eram 9%.

Além disso, a instituição reduziu o valor que empresta para a compra de imóveis usados. Antes, era possível financiar até 80% do valor do imóvel. Agora, o limite caiu para 50%. Com isso, o comprador precisa ter a outra metade para pagar a entrada e financiar o restante.

Fonte: Folha Online

Bancos seguem caixa e aumentam juros de financiamentos imobiliários

Depois de a Caixa Econômica Federal reajustar os juros dos financiamentos imobiliários, as demais instituições financeiras também subiram as taxas. Segundo levantamento divulgado hoje (26) pela associação de consumidores Proteste, todos os bancos aumentaram os juros das linhas de crédito do setor entre março e maio deste ano.

As únicas linhas que não sofreram alteração nas taxas foram as do Programa Minha Casa, Minha Vida, oferecidas pela Caixa e pelo Banco do Brasil e que financiam moradias de até R$ 150 mil. As taxas continuam em 6,86% ao ano. Os bancos oficiais, no entanto, reajustaram os juros das demais modalidades de crédito imobiliário.

Para os empréstimos do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), as taxas, que estavam entre 8,7% e 9,8% ao ano em março, subiram para uma faixa entre 9% e 11% ao ano em maio. O SFH financia imóveis de até R$ 650 mil com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Minas Gerais e no Distrito Federal, o SFH financia a compra de imóveis de até R$ 750 mil.

Pelo Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), que financia imóveis acima de R$ 650 mil (ou R$ 750 mil nas quatro localidades acima), os juros passaram da faixa entre 9,4% e 11% ao ano para um intervalo entre 10,3% e 11,6% ao ano. As taxas variam conforme a instituição financeira e o grau de relacionamento entre o cliente e o banco. Correntistas e donos de contas salário conseguem taxas mais baixas.

O Proteste também mediu o custo efetivo total (CET), que mede não apenas os juros, mas também impostos, taxas de administração e encargos financeiros. À exceção dos financiamentos do Minha Casa, Minha Vida, todas as modalidades sofreram reajuste. Para imóveis de R$ 150 mil fora do programa habitacional federal com 20% de entrada e 30 anos de prazo, o CET subiu de 9,9% a 10,99% ao ano para 11,17% a 12,01% ao ano.

Nos financiamentos de R$ 400 mil, também com 20% de entrada e 30 anos de prazo, o CET passou de 9,31% a 10,6% ao ano para 9,61% a 11,64% ao ano. Nos empréstimos para unidades de R$ 800 mil com 30% de entrada e 30 anos de pagamento, o CET aumentou de 9,98% a 11,48% ao ano para 11% a 12,72% ao ano.

Fonte: Agência Brasil

Notícias do Mercado da Construção Civil

0 comments / maio 12, 2015

Governo estuda liberar compulsório da poupança para construção civil

BRASÍLIA – O governo estuda alternativas para atenuar a crise na construção civil, agravada pelo atraso nos repasses da União ao programa Minha Casa Minha Vida e pela sangria de recursos da caderneta de poupança, que perdeu R$ 29 bilhões só no primeiro quadrimestre. E uma das hipóteses em debate é a liberação de parte dos recursos da poupança retidos no Banco Central (BC), os chamados depósitos compulsórios.

Hoje, 30% dos valores depositados na poupança são recolhidos ao BC. A proposta em discussão é liberar entre 10% e 15% desse montante para que os bancos possam aumentar a oferta de crédito para a habitação. Essa medida, segundo fontes do setor, poderia injetar no sistema financeiro entre R$ 30 bilhões e R$ 40 bilhões.

A poupança faz parte do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), voltado para imóveis de até R$ 750 mil, com juros limitados a 12% ao ano, mais a TR. Segundo a legislação, 65% dos depósitos de poupança devem ser direcionados ao crédito habitacional; 5% podem ser aplicados livremente, e o restante fica retido no BC.

Diante da escassez dos recursos da poupança, a Caixa, líder no mercado imobiliário, e o Banco do Brasil restringiram o financiamento habitacional, tanto para os mutuários, que terão que pagar juros mais altos e dar uma entrada maior, quanto para as empresas.

Há poucos dias, as incorporadoras foram informadas pelos dois bancos de que as linhas de crédito com recursos da caderneta destinadas à produção de novas unidades foram suspensas.

A liberação de parte dos compulsórios beneficiaria principalmente a Caixa – maior captadora de depósitos da poupança -, mas é defendida pela concorrência. A proposta está em análise pelos ministérios da Fazenda, do Planejamento e pelo BC, e a expectativa é de uma definição até o próximo mês.

Com a baixa na poupança, não temos alternativa. Esperamos que a liberação dos compulsórios ocorra entre maio e junho – disse o presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Rubens Menin.

Ele explicou que o outro instrumento de captação de recursos para o setor, as letras de crédito imobiliário – LCIs (papéis vinculados a ativos imobiliários) -, apesar da isenção fiscal, é mais oneroso para os bancos do que os depósitos da poupança.

Segundo Menin, a liberação de parte dos compulsórios seria uma medida emergencial, até o país atravessar o período de alta nos juros, que tem estimulado a saída dos recursos da caderneta em busca de aplicações com maior retorno.

Além da evasão dos depósitos da poupança, os atrasos nos repasses da União ao programa Minha Casa Minha Vida, que começaram há cerca de um ano e ainda persistem, agravam a crise na construção civil, com paralisações de obras em vários estados e demissões de trabalhadores.

O problema é mais sério entre as pequenas construtoras que assumiram grandes conjuntos residenciais para baixa renda (faixa 1, totalmente custeada com recursos públicos), sobretudo no Nordeste, mas atinge também as faixas 2 e 3 (que usam recursos do FGTS).

No Rio Grande do Norte, por exemplo, as seis construtoras que participam do programa paralisaram a construção de 4,5 mil unidades para a faixa 1 e, na última terça-feira, deram início às demissões de trabalhadores. Segundo o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-RN), Arnaldo Gaspar Júnior, se nada for feito, entre 30 e 60 dias, boa parte dos quatro mil empregados perderão seus empregos.

“Aqui, a situação está explosiva. Na sexta-feira, todos os trabalhadores do setor entraram em greve contra as demissões nas empresas que participam do Minha Casa”, afirmou.

Ele disse que as pequenas construtoras são as mais prejudicadas, pois entraram no programa porque havia um cronograma de repasses de até 15 dias após a medição das obras pela Caixa. Isso vigorou até outubro, quando começaram os atrasos, que já chegaram a 90 dias e, agora, estão em 60 dias.

O quadro se repete no Mato Grosso, onde duas das três empresas que operam o programa entraram em recuperação judicial. Segundo o presidente do Sinduscon-MT, Cezário Siqueira Gonçalves Neto, as paralisações atingem entre três mil e quatro mil unidades em Cuiabá, Sinop, Barra do Garças e outros municípios.

“O governo federal tem que fazer o seu papel, tem que pagar. As empresas não têm fôlego para esperar por 30 dias, 45 dias. Elas não conseguem gerenciar o processo e quando vão ao mercado, os bancos públicos não têm recursos para emprestar”, disse o empresário.

O deputado Marcos Abrão (PPS-GO), da Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados, fez um alerta: “Algumas cidades pequenas do interior de Goiás estão virando um cemitério de casas inacabadas.”

O problema vem sendo discutido na Comissão, que cobra do Tesouro Nacional um cronograma para regularizar os débitos atrasados. Houve uma audiência pública para tratar do assunto há cerca de um mês e conversas posteriores com a Fazenda. Até agora, sem uma resposta oficial.

“O Tesouro alega que está regularizando, mas existem atrasos de até 90 dias”, pontuou o presidente da comissão, deputado Júlio Lopes (PP-RJ).

Pelos cálculos de José Carlos Martins, da Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (Cbic), o governo virou o ano devendo R$ 1 bilhão ao programa, dos R$ 17,4 bilhões aplicados. Até o início desta semana, foram repassados R$ 4,8 bilhões para quitar o débito antigo e o corrente (do ano), e a expectativa é que os desembolsos sejam menores nos próximos quadrimestres, diante do corte orçamentário a ser anunciado ainda este mês.

“Antes de lançar a terceira etapa do programa, o governo precisa colocar os pagamentos em dia. Não trabalhamos com um produto acabado, temos que comprar terreno, desenvolver projetos e buscar financiamento. Cadê a previsibilidade”, indagou Martins.

O presidente do Sinduscon-RN reforça: “Estamos no escuro desde novembro. Não sabemos o que vai acontecer. Se o governo não consegue cumprir o cronograma proposto, que alongue o prazo da entrega das obras e dê algum tipo de compensação para que as empresas possam buscar fontes de financiamento no mercado.

Agentes do setor informam já ter recebido a sinalização do governo de que, na terceira fase do Minha Casa, as faixas de baixa renda mais dependentes dos aportes da União deverão ser contempladas só em 2016, diante do arrocho fiscal. A expectativa é que neste ano, somente deverão avançar as faixas em que os tomadores têm capacidade de financiar o imóvel (faixas 1 e 2 e uma faixa intermediária, que mescla recursos do orçamento e do FGTS).

A nova fase tem como meta três milhões de moradias. Para destravar o programa nos grandes centros, onde o custo do terreno é mais elevado, o setor quer que o governo eleve o valor do financiamento que hoje chega a R$ 190 mil, no máximo, para R$ 225 mil. O valor está congelado há três anos.

Em nota, o Ministério das Cidades diz que já repassou à Caixa os recursos para quitar o pagamento das medições apresentadas até o fim de março. “O Ministério das Cidades já repassou ao agente operador do fundo – Caixa Econômica Federal – os recursos necessários para a quitação do pagamento referente a medições apresentadas e previsão de pagamento até o fim de março. As seguintes serão remetidas nas próximas semanas”, diz o texto.

Fonte: Valor Econômico

 

Custo da construção acelera alta para 0,65% em abril, apurou a FGV

O índice relativo a Mão de Obra registrou variação de 0,38%, em abril; no mês Custo da construção acelera alta para 0,65% em abril, apurou a FGV

O Índice Nacional de Custo da Construção – Mercado (INCC-M) ficou em 0,65% em abril, mostrando aceleração ante a alta de 0,36% registrada em março, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV), nesta segunda-feira, 27. A taxa ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados pelo <strong>AE Projeções</strong> (que iam de 0,57% a 0,89%) e abaixo da mediana, de 0,74%. Até fevereiro, o INCC-M acumula altas de 2,23% no ano e de 6,94% em 12 meses.

O grupo Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,95% em abril, após o avanço de 0,41% apurado na leitura do mês anterior. Dentro deste grupo, o índice correspondente a Materiais e Equipamentos registrou variação de 1,14%, ante 0,41% em março, enquanto o referente a Serviços passou de uma taxa de 0,44%, em março, para 0,24%, em abril.

O índice relativo a Mão de Obra registrou variação de 0,38%, em abril. No mês anterior, a variação registrada foi de 0,31%. A aceleração desta classe de despesa continua influenciada pelo reajuste salarial em Salvador., por sua vez, recuou para 0,22%, após ficar em 1% em janeiro.

Entre as sete capitais analisadas, quatro apresentaram aceleração em suas taxas de variação: Salvador (1,82% para 2,68%), São Paulo (0,06% para 0,50%), Belo Horizonte (0,25% para 0,46%), Rio de Janeiro (0,16% para 0,34%) e São Paulo (0,06% para 0,50%). Por outro lado, Brasília (0,40% para 0,29%), Recife (0,33% para 0,28%) Porto Alegre (0,54% para 0,52%) indicaram desaceleração.

Fonte: Infomoney

 

Conheça 3 benefícios alcançados pela tecnologia nas incorporadoras

0 comments / abril 13, 2015

Todo mundo já ouviu falar sobre os benefícios da tecnologia para alavancar os mais distintos modelos de negócios. O mercado oferece uma variedade de softwares capazes de agregarem mais eficiência, controle e agilidade às operações, ao mesmo tempo servindo de apoio para áreas estratégicas. Em um nicho especialista, como o da Construção Civil, a tecnologia unifica diversas frentes de trabalho, facilita o trânsito de informações e torna a operação mais rápida. E os benefícios da tecnologia nas incorporadoras não param por aí.

Mais produtividade

Soluções em nuvem facilitam a comunicação entre as equipes externas e as equipes administrativas, além de melhorar o fluxo e rotinas de trabalho uma vez que os dados são atualizados em tempo real, sem intermediários. Além proporcionar mais integração, há também aumento de produtividade generalizado, menos retrabalho e menor incidência de falhas. Publicamos um artigo com as 4 vantagens de adotar um software em nuvem, caso você queira saber mais detalhes sobre o assunto 😉

Mais economia

Softwares especialistas permitem fazer a gestão do fluxo de vendas, recebíveis, negociações, atendimento ao cliente no detalhe de cada operação. Ele proporciona uma visão global de todos os setores da incorporadora, mobilizando esforços para resolver pontos críticos ou realizar investimentos sem desfalques. Essas compensações planejadas aumentam a produtividade das equipes e trazem consistência no ciclo de vida de um projeto em todas as fases, gerando mais economia.

Melhor planejamento

Saber o que deve ser feito, quando e porque pode determinar o sucesso ou o fracasso de uma incorporadora. Hoje, os softwares já geram relatórios baseados em um conjunto de dados determinados pelo usuário, permitindo análises mais pragmáticas e focadas. A partir deles é possível planejar com base em fatos e estatísticas, o que facilita no momento de alinhar com os dados e tendências de mercado. Essas informações são fundamentais para direcionar corretamente a tomada de decisões operacionais, estratégicas e na definição de metas. Podem auxiliar, inclusive, na formatação do cronograma, na gestão do banco de profissionais especializados e ciclo de vendas.

Hoje é impensável dispensar o uso das ferramentas tecnológicas para administrar uma incorporadora. Elas integram, ajudam a obter insights, auxiliam na melhora da produtividade e, com isso, torna sua operação mais rentável. Há inúmeras plataformas no mercado capazes de se adequar aos vários portes e modelos de negócios existentes. Basta procurar uma que se encaixe à necessidade da sua incorporadora. Com certeza, você vai encontrar.

5 vantagens de manter uma equipe de corretores “in house”

0 comments / abril 6, 2015

Há um tempo, publicamos algumas dicas sobre como preparar seu time de vendas imobiliárias. Pois, é! Agora, vamos falar sobre os benefícios de ter uma equipe in house. Uma equipe escolhida e contratada por você é capaz de promover mais e melhores vendas. A percepção do cliente também pode ser impactada positivamente. Ao serem atendidos por profissionais que conhecem bem sobre as características do imóvel, sobre a reputação da incorporadora ou vejam a integração e coerência do seu time, podem tender ao seu favor no momento da compra.

Informações qualificadas: Quando falamos sobre time in house, a gestão da informação muda. Conhecendo melhor os processos da incorporadora, futuros empreendimentos ou promoções, o corretor analisa as informações numa esfera macro e com foco em objetivos mais globais e que podem ajudar outros setores ligados à sua área. As propostas são preenchidas de modo mais completo e com observações relevantes.

Mais vendas:  Se sua incorporadora está diante de metas desafiadoras – como vender um empreendimento em um único final de semana –  contar com corretores da casa pode ser diferencial. Quanto mais eles entenderem sobre as características do seu negócio, melhor será a linha de argumentação e mais consultivo será o atendimento. Além disso, os vendedores in house podem ter acesso a informações privilegiadas do empreendimento, o que pode ajudar na hora de fechar uma venda.

Confiabilidade: Pense que equipes in house trabalham para você e seus empreendimentos. Você pode confiar. Corretores autônomos podem trabalhar simultaneamente em mais incorporadoras e acabam perdendo o foco no seu negócio. Por meio de um escopo específico, comissionamento e metas bem desenhadas, eles se empenharão mais na hora de vender.

Segmentação: A equipe de vendas in house, geralmente, conhece os negócios da incorporadora como um todo. Isso  os ajuda a selecionar os perfis dos futuros compradoras e direciona-los para os imóveis que se ajustem melhor às suas possibilidade de cada um. Ao mesmo tempo é possível montar um banco de dados para futuras oportunidades. Essa segmentação torna-se um diferencial competitivo, pois agrega proatividade, eficiência, além de tornar o processo de vendas mais assertivo.

Qualificação: Com o tempo, a incorporadora passa a entender melhor as características dos seus corretores contratados e isso ajuda a aproveitar melhor seus talentos. Ao aplicar treinamentos mais focados e mais progressivos, há um retorno maior do investimento.

É importante ressaltar que todos os corretores são os representantes da sua marca, portanto, precisam estar alinhados com ela. Caso opte por ter uma equipe mista de corretores é preciso ter o cuidado de integra-los da melhor forma, quem sabe, atraindo os melhores para sua equipe.

Software na Nuvem é seguro. Pode confiar.

0 comments / março 18, 2015

O  Software como Serviço – ou SaaS, já conquistou seu espaço no mundo corporativo e provou ser extremamente prático, útil e seguro. Foi capaz de fazer as empresas reconsiderarem a maneira como lidavam com a gestão de dados, arquivos, documentos e também como os compartilhavam.

Um dos principais atrativos é o fato do Software como Serviço ser executado na nuvem e o seu acesso todo realizado via internet ou LAN. Essa característica o torna extremamente prático e econômico, uma vez que dispensa infraestruturas mais complexas. Mesmo diante de tudo isso, algumas empresas ainda questionam o seu nível de segurança, mas não há o que temer.

Acesso exclusivo aos arquivos

Enquanto os arquivos armazenados em rede, HD externos ou outros backups em matrizes físicas ficam vulneráveis ao acesso de terceiros, aqui tudo fica restrito a quem possui a senha de acesso. No caso do SaaS, além disso, a empresa tem plenos poderes sobre seus dados e os privilégios de acesso são controlados pelos administradores, que os determinam por login.

Criptografia

A computação na Nuvem permite que os arquivos sejam todos criptografados, evitando ao máximo seu vazamento ou corrupção, mesmo em caso de ataques cibernéticos. Neste caso, o provedor é responsável por proteger os dados, sempre obedecendo as normas de sigilo e acesso acordadas contratualmente.

Atualizações e backups automáticos

O SaaS permite que o backup de dados e as atualizações sejam  feitas de maneira automática e recorrente, seguindo um cronograma estabelecido desde o início do trabalho. Caso aconteça algum problema, o cliente pode solicitar uma cópia dos seus arquivos armazenados com toda tranquilidade.

Private cloud

É possível ainda investir na contratação de uma nuvem privada — ou private cloud. Além da gestão ser feita por especialistas com ampla experiência em ambientes complexos e críticos, nela os dados ficam reservados em local conhecido, com mais controle de utilização, suporte e acompanhamento de performance.

Com a evolução da Computação na Nuvem, hoje temos ambientes muito mais controlados e em acordo com as necessidades de segurança do cliente. Com ampla flexibilidade e diversos recursos disponíveis, ela chama a atenção pelos benefícios que apresenta e a tendência é que aumentem cada vez mais. Fique atento às novidades do mercado.

Construção Civil: Notícias da semana

0 comments / março 13, 2015

Bancos pedirão teto maior para crédito imobiliário

A Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), que representa os bancos, irá pedir ao governo para aumentar o limite do valor dos imóveis que serão financiados pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH), de R$ 750 mil (em algumas capitais) para, pelo menos, R$ 1 milhão. Estudos sobre o tema serão concluídos nas próximas semanas, segundo o presidente da entidade e diretor do Bradesco, Octavio de Lazari Junior, e têm como objetivo aquecer o setor e evitar o aumento do desemprego na construção civil.

A última elevação no teto do preço dos imóveis que podem ser financiados pelo SFH ocorreu há pouco mais de um ano, em outubro de 2013. Na ocasião, o governo aumentou o limite de R$ 500 mil (antes, em todas as regiões) para R$ 750 mil em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Minas Gerais e no Distrito Federal. Nos demais Estados, porém, o teto foi para R$ 650 mil.

Apesar da escassez de recursos da poupança, que registraram resgates pelo segundo mês consecutivo, preocupar o mercado, o presidente da Abecip explica que é importante manter a cadeia produtiva em funcionamento. A preocupação, segundo Lazari Junior, é com o nível de emprego no setor que tem uma folha de pagamento de mais de 3,3 milhões de pessoas.

“O setor de construção precisa continuar produzindo, pois temos milhões de empregos envolvidos, além de ser um dos mais importantes da economia. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, que respondem por 60% do crédito imobiliário, é muito difícil encontrar imóveis de até R$ 750 mil”, justifica o presidente da Abecip, em entrevista exclusiva ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado.

Em janeiro, o nível de emprego na construção teve queda de 0,34%, em comparação a dezembro. Em um ano, a retração chegou a 6,14%. Foram fechadas 11,4 mil vagas em janeiro, segundo o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) e a Fundação Getulio Vargas. Em 12 meses, os postos fechados somam 216.297.

Fonte: Estadão

 

Mercado Imobiliário reduz preços e facilita pagamento

Venda de novos caiu 35% em 2014, enquanto a venda de usados subiu 41%

Após quase uma década de preços em alta e vendas elevadas, o mercado imobiliário mudou a estratégia em 2015. Para recuperar clientes, as construtoras, incorporadoras, imobiliárias e donos de imóveis estão realizando uma reacomodação dos preços, por meio de descontos e facilidades de pagamento que não ocorriam quando o mercado estava superaquecido.

O mercado de imóveis novos registrou desempenho ruim em 2014, com menos lançamentos, vendas historicamente baixas e, consequentemente, alta no estoque (unidades não vendidas após três anos).

Segundo o Secovi (Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo), o estoque passou de 19.692, em 2013, para 27.255 unidades em 2014.

Esse acúmulo se deve às baixas vendas do ano passado, que chegaram a 21,6 mil unidades — 35% a menos que 2013, pior resultado desde 2004.

“O imóvel anda muito junto com a economia, e a economia foi terrível em 2014 e vai ser pior ainda em 2015”, justifica Emílio Kallas, vice-presidente de Incorporação e Terrenos Urbanos do Secovi-SP.

— Para comprar um imóvel ou algum bem que você fica muitos anos pagando, a gente precisa ter confiança, numa forma geral, confiança no emprego, confiança na renda, confiança de que não terá nenhuma catástrofe. Então ele [comprador] pensa duas, três, quatro vezes [antes de fechar negócio].

O efeito disso será a menor quantidade de lançamentos em 2015, segundo o Secovi, que prevê queda de até 10%.

— As construtoras vão pensar um pouco mais antes de fazer um lançamento. E as incorporadoras têm que se adequar a esse estoque enorme.

Para o mercado de usados, no entanto, o cenário foi diferente. As vendas subiram 41% em 2014 — desde 2010, só não cresceu em 2012 (veja mais ao final). Já os preços, por outro lado, caíram 22% no ano passado.

Os dados são do Creci-SP (Conselho Regional dos Corretores de Imóveis), que não possui números absolutos, mas faz o levantamento após consultar 215 imobiliárias.

O presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto, relativiza o desempenho. “É um bom resultado, porém poderia ser muito melhor, se os negócios estivessem como estavam até 2012 e 2013”, afirma.

— Na média, nós tivemos um movimento bom, mas 2014 foi sofrível. Nós tivemos queda na velocidade de venda dos imóveis, apesar de não apresentar números negativos.

O ano do usado

Em meio a esse cenário de desconfiança, tanto Viana Neto quanto Kallas concordam que a venda de usados irá se destacar em 2015.

Segundo o presidente do Creci, “todas as vezes que há diminuição nos lançamentos, há um aumento de venda de imóveis usados”.

— Quando termina aquela propaganda forte do imóvel novo, o cliente acaba se dirigindo às imobiliárias para ver os usados.

Já Kallas afirma que “o imóvel usado é mais atrativo porque é mais barato, apesar de não ter todas as características de um novo”.

— E se você garimpar, é muito mais fácil achar uma pessoa física que esteja precisando vender do que uma pessoa jurídica.

O diretor de vendas da Lello Imóveis, Igor Freire, aposta que 2015 “será o ano do usado”. Só na imobiliária, o valor dos negócios fechados em fevereiro foi 25% maior do que no mesmo mês do ano passado.

— Recebemos 10% a mais de clientes no período. A tendência de mercado, com essa situação econômica instável, é que o cliente não queira fechar um negócio para daqui dois, três anos, [como seria no caso de um lançamento], já que ele não sabe como estará sua situação financeira.

Descontão em vista

Além de ser “o ano do usado”, 2015 promete ser também o ano para fechar negócio. O motivo é bem simples: seja comprando um imóvel novo ou usado, há margem para pechinchar. Isso amplia as formas de pagamento e pode até derrubar o preço. “O mercado está aberto”, dizem os especialistas.

No caso dos novos, as oportunidades estão nos feirões de queima de estoque. No último sábado (7), a imobiliária Lopes realizou uma campanha com 14 incorporadoras de 60 empreendimentos. O desconto prometido era de até 32%.

A MRV Engenharia, a Gafisa e a Tecnisa, dos ramos de construção e incorporação, também estão com queima de estoque em andamento.

No caso da Gafisa, as promoções acontecem em seu site até o fim do mês, durante a campanha Taxa Zero, que promete parcelas fixas (sem correção) durante o período de obras dos empreendimentos.

As empresas não revelam até quando continuam os feirões, mas a expectativa é de que essa estratégia perdure até a redução dos estoques.

Já no caso dos usados, os descontos não devem passar dos 10%, dizem os corretores. Eles destacam, no entanto, as facilidades na hora de comprar.

“O cliente vendedor final ou o cliente incorporador está mais suscetível à negociação. Isso faz com que aumente a demanda do cliente [comprador] por nossos imóveis”, afirma Rodrigo Gordinho, diretor de Imóveis Prontos da Lopes, que também prevê um primeiro trimestre melhor em 2015 do que em 2014.

— Não vai ser mais aquela loucura de subir preço. Abaixar preço também acho muito difícil. Mas é um assentamento natural de preços, e as melhores oportunidades vão prevalecer.

Freire afirma que, quando o mercado estava “superaquecido”, os vendedores não aceitavam redução de preço, ou um sinal (pagamento inicial) mais baixo, como vem ocorrendo agora.

Para Viana Neto, do Creci-SP, os preços podem baixar ainda mais.

— Acredito até que os preços precisam baixar mais um pouco para cair dentro da realidade do mercado, porque a renda familiar não alcança a necessidade para a pessoa assinar um contrato.

Fonte: R7

 

Alta da Inadimplência é arrocho do crédito, diz presidente da CNDL

Para o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, o cenário político tem se agravado nos meses iniciais do ano e isso gerou mais dúvidas aos consumidores

A alta de 2,33% na inadimplência em fevereiro em comparação a igual mês de 2014 é preocupante na avaliação do presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), Honório Pinheiro, ainda que o ritmo de aumento tenha sido menor do que os registrados em meses anteriores. “A inadimplência perdeu fôlego, mas isso não significa melhorias e sim o arrocho do crédito. O crédito é para o varejo o que o sangue é para o corpo humano. Sem ele fica difícil operar”, afirmou.

Para Pinheiro, o cenário político tem se agravado nos meses iniciais do ano e isso gerou mais dúvidas aos consumidores. “Nós também perdemos um programa muito importante para o setor varejista que era o Programa Minha Casa Melhor”, completou. Pelas estimativas da CNDL, com a suspensão do programa, o setor varejista deixará de arrecadar R$ 1,4 bilhão este ano. O programa, que é uma linha de crédito especial para que os beneficiários do Minha Casa, Minha Vida possam adquirir móveis, eletrodomésticos e eletrônicos a taxas de juros subsidiadas, foi suspenso pelo governo no mês passado.

Segundo ele, o setor não está tão otimista com o varejo de alimentos como antes, mesmo com a aproximação da Páscoa. Pinheiro lembrou que os consumidores estão mais cautelosos em relação às compras. A economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, considerou que a menor base de crédito na economia brasileira deve se refletir em dados menos voláteis para a inadimplência nos próximos meses. Na comparação com janeiro deste ano, o indicador de fevereiro ficou praticamente estável, com ligeira queda de 0,14%.

Fonte: Infomoney

Mantenha sua incorporadora firme durante a crise

0 comments / março 9, 2015

O mercado vive uma época que promete ser complexa para as empresas que não tomarem cuidado. A economia brasileira tem apresentado previsões pouco animadoras e a tendência é de que os negócios cresçam menos ou até diminuam nos próximos anos. Então, se já era importante ter uma administração financeira eficaz, agora é imperativo.

Mas as atitudes certas podem afastar a crise e deixar a concorrência para trás, além de alcançar bons resultados e manter a saúde financeira da sua incorporadora.

Controle de gestão

Antes de tudo é importante fazer o diagnóstico da situação atual da incorporadora. Pare, organize e conheça francamente a situação administrativa, financeira, comercial e como estão seus recursos.  Essa base é essencial para fazer um bom controle de gestão, ainda mais em momentos de crise. Esse controle consiste em aplicar um conjunto de técnicas que produzem informações para auxiliar na avaliação de desempenho da incorporadora e suas equipes. Por meio dela é possível assegurar a correta execução de estratégias, comparando resultados e mirando nos objetivos pré-definidos.

Utilize a tecnologia a seu favor

Para realizar um controle de gestão mais preciso utilize a tecnologia como aliada. Os softwares de gestão auxiliam na manutenção dos objetivos e na tradução disso em ações. Esses programas têm excelente custo-benefício, podendo ser o diferencial que faltava para sua incorporadora.

Consolide os dados

Fique atento ao mercado, especialmente em situações de crise. Ao cumprir a etapa de controle de gestão, compare os parâmetros da sua incorporadora com os dados do setor. Dessa forma você poderá realinhar as estratégias nos campos onde os resultados estão ruins, bem como reforçar os resultados esperados. Mas para ser efetivo é preciso buscar dados de fontes confiáveis e atualizados. Dados precisos são primordiais para uma atuação sem erros.

Análise frequente do gestor

O gestor precisa dedicar atenção ao desdobramento das ações executadas a partir do planejado. Para isso, o único caminho é uma análise incansável das atuações e resultados no âmbito macro – corporação e times –  e micro – individuais. E lembre-se de dar feedbacks constantes, assim sua equipe buscará o melhor e compreenderá ao certo o que a empresa espera dela.

Manter um time competente

O principal ativo de qualquer negócio está nos funcionários. O valor do seu patrimônio depende de uma equipe bem qualificada, comprometida e disposta a atingir resultados incríveis. Portanto, valorize seu time, combine os talentos certos e reforce as atitudes corretas da sua equipe. Ao passar uma situação crítica de mercado, certifique-se de estar nas melhores companhias.

Em um momento de crise, é preciso ser proativo e agir com inteligência. Dessa maneira, você obtém os melhores resultados e deixa seu futuro profissional com uma perspectiva muito melhor!

 

Construção Civil: Notícias da Semana

0 comments / março 6, 2015

O fim da bolha imobiliária no Brasil em uma imagem

A suposta bolha imobiliária foi um dos temas mais polêmicos da última década no Brasil, com direito a pitacos de gente como Nouriel Roubini e o prêmio Nobel Robert Shiller.

Mas as últimas evidências são de que a bolha está “desinflando sem estourar” – os preços não caem, mas já crescem menos do que a inflação.

E o motivo é simples: não há bolha que resista a um processo de atividade em queda, preços em alta e deterioração das expectativas como o do Brasil atual.

O cenário foi confirmado por um relatório recente da agência de risco Fitch: “a desaceleração é explicada principalmente pelo crescimento econômico fraco e inflação alta especialmente para bens do dia-a-dia, o que começou a afetar a renda disponível nas casas brasileiras.”

Eles esperam que nas grandes cidades, onde a oferta é mais limitada e o crédito continua disponível, os preços continuem crescendo na mesma linha da inflação – sem aumento real, portanto.

A Fitch não prevê uma queda de preços generalizada, mas já considera isso possível em algumas regiões com perspectivas mais fracas.

A agência diz que apesar dos preços contidos, “as propriedades na maioria das cidades continuam caras para a classe média mais ampla, acessíveis apenas através de alta alavancagem e financiamento de longo prazo de até 35 anos”

No mundo, o cenário imobiliário está um pouco mais forte do que no ano passado, graças à continuidade de taxas de juros baixas no mundo desenvolvido e melhores condições macroeconômicas.

Isso não é necessariamente saudável. Há quem diga que a expansão monetária do pós-crise, somada com a fuga do risco, levou a preços insustentáveis em alguns ativos considerados seguros, e que o processo vai continuar com o novo programa do Banco Central Europeu (BCE).

Em nenhum lugar isso é mais claro do que no Reino Unido. Uma casa média em Londres valorizou R$ 500 mil no espaço de um ano e o estoque total de residências da cidade já vale o mesmo que o PIB do Brasil.

A alta só perde para a da Austrália, que não experimenta uma recessão há 24 anos. Veja na figura a alta em 13 mercados residenciais nos últimos 18 anos, incluindo uma projeção para 2015 e 2016.

Fonte: Exame

Brasileiros ocupam primeiro lugar no ranking de investidores imobiliários nos EUA

Os brasileiros já ocupam o 6º lugar no ranking de estrangeiros que mais investem em imóveis nos Estados Unidos e o 1º lugar entre os estrangeiros que mais investem no sul da Flórida. Cerca de quase 70% deles pagam o empreendimento à vista. Orlando, Miami e Los Angeles são as cidades mais procuradas por 33% das pessoas que buscam uma residência para lazer ou para obter uma renda extra com o aluguel.

Para Daniel Rosenthal, idealizador e diretor do Investir USA Expo, maior evento do segmento que reúne incorporadoras, imobiliárias americanas, serviços jurídicos e investidores, explica que a maioria dos brasileiros procura por casas para alugar por curta temporada. “Assim, eles recebem a receita dos aluguéis e usam o imóvel quando desejarem para fins de lazer. Mas atenção, pois não são todos os condomínios que permitem a locação por temporada”, alerta Rosenthal.

Dos imóveis procurados pelos investidores brasileiros, 44% são no estilo apartamentos, 31% casas térreas e apenas 13% são sobrados. De acordo com a Miami Association of Realtors, esses compradores (28%) pagam entre US$200.000 e US$299.999 pelo imóvel.

Comprar imóvel nos Estados Unidos tornou-se atraente por várias razões, sendo uma delas o alto valor dos empreendimentos no Brasil, como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. “A possibilidade de unir o útil ao agradável, ou seja, investir num imóvel que permita ir aos Estados Unidos a lazer, de duas a três vezes por ano, e ainda poder alugá-lo e ter uma renda”, conta o diretor da Investir USA Expo. Diversificação dos investimentos e usufruir da infraestrutura e qualidade de vida americana também entram no pacote de benefícios atraentes.

Embora a maioria pague à vista, há financiamento para estrangeiros. Geralmente, a entrada corresponde a 30% do valor do imóvel com juros de 4 a 6% ao ano. O prazo para pagar é de 30 anos.

“A primeira dica para comprar um imóvel nos Estados Unidos é saber qual o objetivo: investir, lazer, renda ou morar. Se o objetivo for morar, primeiro deverá regularizar o visto, atualmente o tipo de visto mais utilizado pelos estrangeiros é o EB-5 (visto para investidor), que exige um investimento mínimo de US$500 mil num negócio que gere empregos e desenvolvimento em determinada região. Já para fins de lazer, basta definir quanto deseja investir e escolher o local. E se o objetivo for investimento com renda, então não deve haver preferências de localização ou tipo de imóvel, mas sim, visando a garantia e o retorno do seu investimento”, ensina Rosenthal.

Os corretores de imóveis brasileiros devem aproveitar a oportunidade para fecharem parcerias com as empresas americanas durante o evento para posteriormente indicarem seus clientes que desejam diversificar seus investimentos comprando imóveis nos Estados Unidos, conclui Rosenthal.

As inscrições para participar do Investir USA Expo são gratuitas e já podem ser realizadas pelo site www.investirusaexpo.com/pt/registration/e as vagas são limitadas.

Fonte: Portal VGV

Índice da construção civil desacelera em fevereiro, aponta ibge

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), calculado pelo IBGE em parceria com a Caixa Econômica Federal, desacelerou de 0,21% em janeiro para 0,18% em fevereiro. No acumulado no ano, a taxa é de 0,39%. Em 12 meses, a alta é de 5,67%, abaixo dos 5,94% registrados nos 12 meses encerrados em janeiro. Em fevereiro de 2014, o índice foi de 0,44%.

O custo nacional da construção por metro quadrado teve ligeira queda. Em janeiro fechou em R$ 915,22 e em fevereiro passou para R$ 916,85, sendo R$ 499,23 relativos aos materiais e R$ 417,62 à mão de obra. A parcela dos materiais apresentou variação de 0,18%, de 0,20% no mês anterior. A mão de obra também registrou variação de 0,18%, ante 0,22% em fevereiro. Nos dois primeiros meses do ano os acumulados são 0,38% (materiais) e 0,40% (mão de obra), sendo que em doze meses ficaram em 3,92% (materiais) e 7,77% (mão de obra).

Regiões – A região Centro-Oeste, com variação de 0,33%, ficou com a maior variação regional em fevereiro no custo da construção. As demais regiões apresentaram os seguintes resultados: 0,31% (Nordeste), 0,07% (Sudeste), 0,12% (Sul) e 0,18% (Norte). Os custos regionais, por metro quadrado, foram R$ 930,62 (Norte), R$ 854,97 (Nordeste), R$ 956,88 (Sudeste), R$ 930,34 (Sul) e R$ 931,04 (Centro-Oeste).

Fonte: Valor

Transforme os dados da sua incorporadora em estratégias

0 comments / março 5, 2015

Com o tempo, as incorporadoras constroem uma grande base de dados por meio dos cadastros de seus leads,  clientes e empreendimentos. Poucas ainda entenderam como utiliza-la a favor da gestão dos negócios imobiliários. Ao transformar esses dados em estatísticas, dashboards com o apontamento de sucessos, ações frustradas e tendências, a incorporadora consegue potencializar seus diferenciais e desenvolver estratégias mais focadas no que realmente pode gerar resultado.

Mas antes de prosseguir, vale lembrar a diferença entre dado e informação. Dados sozinhos não transmitem mensagem, mas são a base para a extração das Informações. As informações resultam das análises de dados contextualizados por meio de comparativos. Temos ai dois pontos de atenção: quanto mais qualificados forem seus dados, mais precisas serão suas informações. Por sua vez, a extração de informações serão mais efetivas se forem analisadas com o objetivo correto.

Tenha em mente o objetivo da análise
As melhores decisões são embasadas no número certo de informações. Nem mais, nem menos. É preciso que os gestores definam claramente o objetivo e direcionamento da análise antes do processamento de dados. A extração de dados desconexos pode, ao contrário, levar a informações errôneas. Além disso, é importante associar sua análise a macro e micro fatores.

Pense na seguinte situação:  um diagnóstico primário indica a queda na venda de apartamentos de 3 dormitórios. Em uma pesquisa geral, a incorporadora apura que as famílias estão mais enxutas ou a situação econômica do país prejudica a concessão do crédito imobiliário – fatores macro. Em seguida, extrai dados de sua própria base, tais como a oferta de apartamentos, período, números de dormitórios por unidade,  regiões e perfis de compradores – fatores micro. Essas análises combinadas poderão auxiliar o planejamento das próximas ofertas.

Analise os dados em forma de gráficos
Dados compilados apenas em colunas podem fazer com que algo passe despercebido. Para auxiliar sua análise, utilize gráficos. Eles facilitam a percepção de padrões, revelam tendências e agrupam dados de forma amigável.

Combine as informações ao conhecimento
Algumas incorporadoras acabam desenvolvendo as estratégias dos seus empreendimentos apenas com base na experiência de mercado, desconsiderando as informações que podem ser obtidas a partir do seu banco de dados. Quando se tem os extremos lucro e prejuízo é necessário ser pragmático e realista, portanto é arriscado deixar de olhar para as estatísticas e para o todo. Claro que o feeling sobre o negócio é importante, mas nunca deve ser a única referência. Outro ponto a ser considerado é que informações ajudam a obter insights sobre o negócio, bem como ajudam a “sair da caixa” no momento de criar novas soluções.

E, nesse caso, vale a sabedoria já conhecida no mercado: Informação é poder.

Construção Civil: Notícias da Semana

0 comments / fevereiro 27, 2015

Secovi-SP divulga o balanço do mercado imobiliário

O ano de 2014 não foi fácil para o mercado imobiliário. Baixos indicadores econômicos, eventos atípicos como o Carnaval, em março, a Copa do Mundo e as eleições presidenciais contribuíram para aumentar a insegurança e desviar a atenção dos consumidores, que adiaram as decisões de compra.

Os dados do Balanço do Mercado Imobiliário do Secovi-SP (Sindicato da Habitação) aponta as diferenças dos lançamentos e das vendas de 2013 com 2014 na cidade de São Paulo, e o desempenho de mercado entre a Capital e os outros municípios que compõem a Região Metropolitana de São Paulo (RMSP).

Faça o download na íntegra: Balanço do Mercado Imobiliário 2014.

 

Materiais de acabamento e custos com refeição encarecem construção civil

O Índice Nacional de Custo da Construção do Mercado (INCC-M) variou 0,5% em fevereiro, abaixo do resultado de janeiro (0,7%). Nos últimos 12 meses, o índice acumula alta de 6,8%. Em um ano, a mão de obra ficou 7,73% mais cara e os materiais, equipamentos e serviços, 5,8%.

O cálculo, feito pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), mostra que em fevereiro aumentou a intensidade de alta no custo dos materiais, equipamentos e serviços (de 0,62% para 0,77%). Essa elevação foi puxada, principalmente, pelos itens de acabamento, com um avanço de 1,24% ante 0,8% registrado em janeiro. Em serviços, os custos com as refeições foram os que mais contribuíram para a alta no setor, ao aumentar, em média, 1,51%, e ficar acima da variação de janeiro (0,18%).

Já em relação à mão de obra, houve alta de 0,26%. Essa variação é inferior à de janeiro (0,77%). O resultado reflete o reajuste salarial da construção civil em Belo Horizonte e as antecipações dos reajustes salariais em Porto Alegre e Salvador.

A pesquisa indica que em cinco das sete capitais onde é feito o levantamento houve aumento no INCC-M. Em Salvador, o custo variou de 0,35% para 0,69%; em Brasília, de 0,23% para 0,26%; no Rio de Janeiro, de 0,39% para 0,41%; em Porto Alegre, de 0,53% para 1,15%, e em São Paulo, de 0,3% para 0,43%. Nas demais, as altas foram inferiores às do mês passado: Belo Horizonte (de 3,62% para 0,42%) e no Recife (de 0,34% para 0,3%).

O INCC-M é um dos componentes do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), usado no reajuste de contratos de aluguel, por exemplo. O resultado de fevereiro refere-se à coleta de preços entre os dias 21 de janeiro e 20 de fevereiro.

Fonte: Portal Administradores

 

Confiança da construção cai 6,9% em fevereiro, mostra FGV

O Índice de Confiança da Construção (ICST) caiu pela terceira vez seguida ao registrar, em fevereiro, variação de 6,9%. Esse foi o pior desempenho da pesquisa iniciada em julho de 2010, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). No mês passado, o ICST foi 6,2%.

De acordo com o levantamento, o índice atingiu 83,8 pontos, inferior à média de 121,4. O resultado é o pior desde 2010. Por meio de nota, a coordenadora de Projetos da Construção do Ibre/FGV, Ana Maria Castelo, destacou que o resultado reflete o pessimismo do setor. “Dois pontos vêm se destacando na sondagem da construção: a deterioração muito rápida e forte da confiança dos empresários nesses primeiros meses do ano e sua disseminação entre os segmentos do setor.”

Ela observou que esse comportamento pode refletir mais um ano de retração da construção civil em 2015. O Índice da Situação Atual (ISA-CST), que registrou baixa de 7,6%, em janeiro, acentuou a queda, em fevereiro, para 9,7% ao atingir 72,7 pontos. O Índice de Expectativas (IE-CST) recuou 4,6% em fevereiro, com 94,8 pontos, um pouco menos do que em janeiro, quando a variação foi negativa em 5,1%.

O ICST refere-se à pesquisa da Sondagem da construção feita com 702 empresas entre os dias 02 e 20 deste mês. O levantamento serve para monitorar e antecipar as tendências econômicas e orientar a tomada de decisões dos governos e do setor privado.

Fonte: Agência Brasil

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