Secovi-SP divulga o balanço do mercado imobiliário

O ano de 2014 não foi fácil para o mercado imobiliário. Baixos indicadores econômicos, eventos atípicos como o Carnaval, em março, a Copa do Mundo e as eleições presidenciais contribuíram para aumentar a insegurança e desviar a atenção dos consumidores, que adiaram as decisões de compra.

Os dados do Balanço do Mercado Imobiliário do Secovi-SP (Sindicato da Habitação) aponta as diferenças dos lançamentos e das vendas de 2013 com 2014 na cidade de São Paulo, e o desempenho de mercado entre a Capital e os outros municípios que compõem a Região Metropolitana de São Paulo (RMSP).

Faça o download na íntegra: Balanço do Mercado Imobiliário 2014.

 

Materiais de acabamento e custos com refeição encarecem construção civil

O Índice Nacional de Custo da Construção do Mercado (INCC-M) variou 0,5% em fevereiro, abaixo do resultado de janeiro (0,7%). Nos últimos 12 meses, o índice acumula alta de 6,8%. Em um ano, a mão de obra ficou 7,73% mais cara e os materiais, equipamentos e serviços, 5,8%.

O cálculo, feito pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), mostra que em fevereiro aumentou a intensidade de alta no custo dos materiais, equipamentos e serviços (de 0,62% para 0,77%). Essa elevação foi puxada, principalmente, pelos itens de acabamento, com um avanço de 1,24% ante 0,8% registrado em janeiro. Em serviços, os custos com as refeições foram os que mais contribuíram para a alta no setor, ao aumentar, em média, 1,51%, e ficar acima da variação de janeiro (0,18%).

Já em relação à mão de obra, houve alta de 0,26%. Essa variação é inferior à de janeiro (0,77%). O resultado reflete o reajuste salarial da construção civil em Belo Horizonte e as antecipações dos reajustes salariais em Porto Alegre e Salvador.

A pesquisa indica que em cinco das sete capitais onde é feito o levantamento houve aumento no INCC-M. Em Salvador, o custo variou de 0,35% para 0,69%; em Brasília, de 0,23% para 0,26%; no Rio de Janeiro, de 0,39% para 0,41%; em Porto Alegre, de 0,53% para 1,15%, e em São Paulo, de 0,3% para 0,43%. Nas demais, as altas foram inferiores às do mês passado: Belo Horizonte (de 3,62% para 0,42%) e no Recife (de 0,34% para 0,3%).

O INCC-M é um dos componentes do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), usado no reajuste de contratos de aluguel, por exemplo. O resultado de fevereiro refere-se à coleta de preços entre os dias 21 de janeiro e 20 de fevereiro.

Fonte: Portal Administradores

 

Confiança da construção cai 6,9% em fevereiro, mostra FGV

O Índice de Confiança da Construção (ICST) caiu pela terceira vez seguida ao registrar, em fevereiro, variação de 6,9%. Esse foi o pior desempenho da pesquisa iniciada em julho de 2010, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). No mês passado, o ICST foi 6,2%.

De acordo com o levantamento, o índice atingiu 83,8 pontos, inferior à média de 121,4. O resultado é o pior desde 2010. Por meio de nota, a coordenadora de Projetos da Construção do Ibre/FGV, Ana Maria Castelo, destacou que o resultado reflete o pessimismo do setor. “Dois pontos vêm se destacando na sondagem da construção: a deterioração muito rápida e forte da confiança dos empresários nesses primeiros meses do ano e sua disseminação entre os segmentos do setor.”

Ela observou que esse comportamento pode refletir mais um ano de retração da construção civil em 2015. O Índice da Situação Atual (ISA-CST), que registrou baixa de 7,6%, em janeiro, acentuou a queda, em fevereiro, para 9,7% ao atingir 72,7 pontos. O Índice de Expectativas (IE-CST) recuou 4,6% em fevereiro, com 94,8 pontos, um pouco menos do que em janeiro, quando a variação foi negativa em 5,1%.

O ICST refere-se à pesquisa da Sondagem da construção feita com 702 empresas entre os dias 02 e 20 deste mês. O levantamento serve para monitorar e antecipar as tendências econômicas e orientar a tomada de decisões dos governos e do setor privado.

Fonte: Agência Brasil