O fim da bolha imobiliária no Brasil em uma imagem

A suposta bolha imobiliária foi um dos temas mais polêmicos da última década no Brasil, com direito a pitacos de gente como Nouriel Roubini e o prêmio Nobel Robert Shiller.

Mas as últimas evidências são de que a bolha está “desinflando sem estourar” – os preços não caem, mas já crescem menos do que a inflação.

E o motivo é simples: não há bolha que resista a um processo de atividade em queda, preços em alta e deterioração das expectativas como o do Brasil atual.

O cenário foi confirmado por um relatório recente da agência de risco Fitch: “a desaceleração é explicada principalmente pelo crescimento econômico fraco e inflação alta especialmente para bens do dia-a-dia, o que começou a afetar a renda disponível nas casas brasileiras.”

Eles esperam que nas grandes cidades, onde a oferta é mais limitada e o crédito continua disponível, os preços continuem crescendo na mesma linha da inflação – sem aumento real, portanto.

A Fitch não prevê uma queda de preços generalizada, mas já considera isso possível em algumas regiões com perspectivas mais fracas.

A agência diz que apesar dos preços contidos, “as propriedades na maioria das cidades continuam caras para a classe média mais ampla, acessíveis apenas através de alta alavancagem e financiamento de longo prazo de até 35 anos”

No mundo, o cenário imobiliário está um pouco mais forte do que no ano passado, graças à continuidade de taxas de juros baixas no mundo desenvolvido e melhores condições macroeconômicas.

Isso não é necessariamente saudável. Há quem diga que a expansão monetária do pós-crise, somada com a fuga do risco, levou a preços insustentáveis em alguns ativos considerados seguros, e que o processo vai continuar com o novo programa do Banco Central Europeu (BCE).

Em nenhum lugar isso é mais claro do que no Reino Unido. Uma casa média em Londres valorizou R$ 500 mil no espaço de um ano e o estoque total de residências da cidade já vale o mesmo que o PIB do Brasil.

A alta só perde para a da Austrália, que não experimenta uma recessão há 24 anos. Veja na figura a alta em 13 mercados residenciais nos últimos 18 anos, incluindo uma projeção para 2015 e 2016.

Fonte: Exame

Brasileiros ocupam primeiro lugar no ranking de investidores imobiliários nos EUA

Os brasileiros já ocupam o 6º lugar no ranking de estrangeiros que mais investem em imóveis nos Estados Unidos e o 1º lugar entre os estrangeiros que mais investem no sul da Flórida. Cerca de quase 70% deles pagam o empreendimento à vista. Orlando, Miami e Los Angeles são as cidades mais procuradas por 33% das pessoas que buscam uma residência para lazer ou para obter uma renda extra com o aluguel.

Para Daniel Rosenthal, idealizador e diretor do Investir USA Expo, maior evento do segmento que reúne incorporadoras, imobiliárias americanas, serviços jurídicos e investidores, explica que a maioria dos brasileiros procura por casas para alugar por curta temporada. “Assim, eles recebem a receita dos aluguéis e usam o imóvel quando desejarem para fins de lazer. Mas atenção, pois não são todos os condomínios que permitem a locação por temporada”, alerta Rosenthal.

Dos imóveis procurados pelos investidores brasileiros, 44% são no estilo apartamentos, 31% casas térreas e apenas 13% são sobrados. De acordo com a Miami Association of Realtors, esses compradores (28%) pagam entre US$200.000 e US$299.999 pelo imóvel.

Comprar imóvel nos Estados Unidos tornou-se atraente por várias razões, sendo uma delas o alto valor dos empreendimentos no Brasil, como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. “A possibilidade de unir o útil ao agradável, ou seja, investir num imóvel que permita ir aos Estados Unidos a lazer, de duas a três vezes por ano, e ainda poder alugá-lo e ter uma renda”, conta o diretor da Investir USA Expo. Diversificação dos investimentos e usufruir da infraestrutura e qualidade de vida americana também entram no pacote de benefícios atraentes.

Embora a maioria pague à vista, há financiamento para estrangeiros. Geralmente, a entrada corresponde a 30% do valor do imóvel com juros de 4 a 6% ao ano. O prazo para pagar é de 30 anos.

“A primeira dica para comprar um imóvel nos Estados Unidos é saber qual o objetivo: investir, lazer, renda ou morar. Se o objetivo for morar, primeiro deverá regularizar o visto, atualmente o tipo de visto mais utilizado pelos estrangeiros é o EB-5 (visto para investidor), que exige um investimento mínimo de US$500 mil num negócio que gere empregos e desenvolvimento em determinada região. Já para fins de lazer, basta definir quanto deseja investir e escolher o local. E se o objetivo for investimento com renda, então não deve haver preferências de localização ou tipo de imóvel, mas sim, visando a garantia e o retorno do seu investimento”, ensina Rosenthal.

Os corretores de imóveis brasileiros devem aproveitar a oportunidade para fecharem parcerias com as empresas americanas durante o evento para posteriormente indicarem seus clientes que desejam diversificar seus investimentos comprando imóveis nos Estados Unidos, conclui Rosenthal.

As inscrições para participar do Investir USA Expo são gratuitas e já podem ser realizadas pelo site www.investirusaexpo.com/pt/registration/e as vagas são limitadas.

Fonte: Portal VGV

Índice da construção civil desacelera em fevereiro, aponta ibge

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), calculado pelo IBGE em parceria com a Caixa Econômica Federal, desacelerou de 0,21% em janeiro para 0,18% em fevereiro. No acumulado no ano, a taxa é de 0,39%. Em 12 meses, a alta é de 5,67%, abaixo dos 5,94% registrados nos 12 meses encerrados em janeiro. Em fevereiro de 2014, o índice foi de 0,44%.

O custo nacional da construção por metro quadrado teve ligeira queda. Em janeiro fechou em R$ 915,22 e em fevereiro passou para R$ 916,85, sendo R$ 499,23 relativos aos materiais e R$ 417,62 à mão de obra. A parcela dos materiais apresentou variação de 0,18%, de 0,20% no mês anterior. A mão de obra também registrou variação de 0,18%, ante 0,22% em fevereiro. Nos dois primeiros meses do ano os acumulados são 0,38% (materiais) e 0,40% (mão de obra), sendo que em doze meses ficaram em 3,92% (materiais) e 7,77% (mão de obra).

Regiões – A região Centro-Oeste, com variação de 0,33%, ficou com a maior variação regional em fevereiro no custo da construção. As demais regiões apresentaram os seguintes resultados: 0,31% (Nordeste), 0,07% (Sudeste), 0,12% (Sul) e 0,18% (Norte). Os custos regionais, por metro quadrado, foram R$ 930,62 (Norte), R$ 854,97 (Nordeste), R$ 956,88 (Sudeste), R$ 930,34 (Sul) e R$ 931,04 (Centro-Oeste).

Fonte: Valor