Com o tempo, as incorporadoras constroem uma grande base de dados por meio dos cadastros de seus leads,  clientes e empreendimentos. Poucas ainda entenderam como utiliza-la a favor da gestão dos negócios imobiliários. Ao transformar esses dados em estatísticas, dashboards com o apontamento de sucessos, ações frustradas e tendências, a incorporadora consegue potencializar seus diferenciais e desenvolver estratégias mais focadas no que realmente pode gerar resultado.

Mas antes de prosseguir, vale lembrar a diferença entre dado e informação. Dados sozinhos não transmitem mensagem, mas são a base para a extração das Informações. As informações resultam das análises de dados contextualizados por meio de comparativos. Temos ai dois pontos de atenção: quanto mais qualificados forem seus dados, mais precisas serão suas informações. Por sua vez, a extração de informações serão mais efetivas se forem analisadas com o objetivo correto.

Tenha em mente o objetivo da análise
As melhores decisões são embasadas no número certo de informações. Nem mais, nem menos. É preciso que os gestores definam claramente o objetivo e direcionamento da análise antes do processamento de dados. A extração de dados desconexos pode, ao contrário, levar a informações errôneas. Além disso, é importante associar sua análise a macro e micro fatores.

Pense na seguinte situação:  um diagnóstico primário indica a queda na venda de apartamentos de 3 dormitórios. Em uma pesquisa geral, a incorporadora apura que as famílias estão mais enxutas ou a situação econômica do país prejudica a concessão do crédito imobiliário – fatores macro. Em seguida, extrai dados de sua própria base, tais como a oferta de apartamentos, período, números de dormitórios por unidade,  regiões e perfis de compradores – fatores micro. Essas análises combinadas poderão auxiliar o planejamento das próximas ofertas.

Analise os dados em forma de gráficos
Dados compilados apenas em colunas podem fazer com que algo passe despercebido. Para auxiliar sua análise, utilize gráficos. Eles facilitam a percepção de padrões, revelam tendências e agrupam dados de forma amigável.

Combine as informações ao conhecimento
Algumas incorporadoras acabam desenvolvendo as estratégias dos seus empreendimentos apenas com base na experiência de mercado, desconsiderando as informações que podem ser obtidas a partir do seu banco de dados. Quando se tem os extremos lucro e prejuízo é necessário ser pragmático e realista, portanto é arriscado deixar de olhar para as estatísticas e para o todo. Claro que o feeling sobre o negócio é importante, mas nunca deve ser a única referência. Outro ponto a ser considerado é que informações ajudam a obter insights sobre o negócio, bem como ajudam a “sair da caixa” no momento de criar novas soluções.

E, nesse caso, vale a sabedoria já conhecida no mercado: Informação é poder.